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CURTA CUARTA EM CASA

 

13 Maio

Rodrigo Dourado

CURTA CUARTA EM CASA #3: TEATRO À DISTÂNCIA: O PARADOXO NECESSÁRIO✨
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O isolamento social que estamos enfrentando e a recente desintegração do espaço físico da CazAzul mostraram a urgente necessidade de construirmos novas formas de fazer teatro, tanto do ponto de vista da PRODUÇÃO quanto da FORMAÇÃO nesta arte da cena. Para refletir sobre o ensino de teatro nas atuais circunstâncias, Adriana Amorim convida o  Professor da Universidade Federal de Pernambuco, ator, diretor e dramaturgo RODRIGO DOURADO. 🤩
👉🏽Lembrando que estaremos em um novo horário: às 17h desta quarta-feira, 13 de maio.

BLOG DA CAZAZUL

 

Por Aline Ribeiro e Bruna Fentanes*


Equipe do Curta Cuarta

Na última quarta-feira, dia 19 de setembro, a CazAzul Teatro Escola iniciou sua segunda edição do Curta Cuarta, projeto com objetivo de receber produções artísticas de Vitória da Conquista e região. Com um clima de muita felicidade, devido à continuidade do projeto que começou no semestre passado, Yarle Ramalho, mestre de cerimônias, abriu o evento expondo as atrações da noite. Este momento foi seguido de uma impactante fala de abertura, em que o Curta Cuarta foi proclamado como um espaço de resistência e reafirmação de valores como democracia, afeto, liberdade artística e celebração cultural.


A primeira demonstração artística da noite ficou a cargo de Thiana Barbosa (31), professora de dança e também coordenadora artístico-pedagógica da CazAzul. Sua apresentação “Aqui-Agora: Jogo de Composição Coreográfica” atua na criação coreográfica em tempo real, a partir da participação do público. O jogo exposto foi resultado do seu projeto de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Uesb; apesar de ter sido baseado em jogos de outras pessoas, a forma como sua composição coreográfica se apresenta e se organiza foi criação dela.


Foto: Rebeca Reis

A segunda atração foi a exibição do curta-metragem “Baú do Zuzu – Uma busca pelas histórias dos cinemas de Brumado”, dirigido pelo estudante de cinema e audiovisual da Uesb, Raul Ribeiro (23). O documentário foi produzido para o cumprimento de duas disciplinas na Universidade, “Oficina de Documentário” e “Montagem e Edição II”, e surpreendeu pela qualidade e maturidade estética. Nascido e criado em Brumado, Raul sempre teve vontade de contar a história dos cinemas de sua cidade natal. “Frequentei um cinema lá quando era pequeno, só durou dois anos e um tio da minha mãe teve dois cinemas lá, que minha família toda frequentou...” diz o estudante.


O documentário, com duração de 17 minutos, narra de forma leve e divertida as histórias dos cinemas de Brumado, com participação de familiares e depoimentos de pessoas que participaram dessa história. Esse curta foi o primeiro trabalho concluído no curso com cujo resultado Raul se sentiu satisfeito e orgulhoso de poder apresentar às pessoas. Além dessa exibição, o estudante já havia apresentado outro documentário (Cena em Cine) e o videoclipe Serana, de Ana Barroso, na primeira temporada do Curta Cuarta.


Foto: Rebeca Reis

A última atração da noite foi um pocket-show musical apresentado por Tereza Raquel, David Prates e Renato Schettini. O propósito dos artistas era levar a dança tradicional Coco, movimento raiz do nordeste, para as pessoas conhecerem e entenderem a importância da cultura nordestina e seu símbolo de força e resistência. Tereza Raquel (27), cantora desde pequena, ficou cinco anos no Vale do Capão e agora retorna a Conquista com o seu pandeiro e alfaia, com o intuito de difundir a música nordestina na cidade.


O Curta Cuarta continua acontecendo todas as quartas-feiras, até o dia 31 de outubro, na CazAzul Teatro Escola, que fica na Travessa Otávio Santos, 60, Recreio. A entrada é gratuita.



*Texto: Aline Ribeiro e Bruna Fentanes

(Estudantes do curso de Jornalismo da UESB.)

** Fotos: Rebeca Reis


Rebeca Reis


Como se começa um texto, quando você não é escritora e nem é muito boa em redação? Me perguntei muito isso nas últimas duas semanas, ainda mais quando se trabalha com colegas que são escritoras/escritores e você os admira.


Mas me foi lançado esse desafio depois que voltei de uma das melhores viagem que já fiz na vida e, sim, a viagem foi a trabalho, com a CazAzul. Eu que, pra tirar uma nota boa no Enem, ainda vou aos trancos e barrancos e não desisto, estou com essa missão e resolvi não desistir.


A CazAzul me veio como saída na vida: sabe esses filmes que a gente assiste em que a protagonista anda desorientada nas ruas entrando em uma estação, saindo de outra, sem rumo à noite, aí resolve entrar em um bar, tomar qualquer bebida que desça rasgando na garganta e aí, ali mesmo naqueles minutos do filme, a história começa realmente a acontecer?


Rebeca presente, antes mesmo do chamado de Hannah!

Pois bem, a vida aconteceu em minha história nesses minutos do filme quando Hannah, em um dia ensolarado do Janeiro de 2017, me mandou uma mensagem pedindo pra ir à casa dela. Ela e Adriana queriam conversar comigo, me fazer uma proposta. Pronto, aí é a parte que dá trabalho pro editor, porque é muito sentimento e na edição ele precisa escolher o material melhor para fazer o filme ser bom, a história precisa ser boa pra prender quem assiste.... Pelo menos é o que eu acho, e mesmo que não seja assim, depois da semente que Hannah e Adriana plantaram em mim, nasceu a vontade acadêmica audiovisual, portanto eu vou acabar descobrindo com o tempo se é assim mesmo ou se é de outra forma.


Rebeca fotógrafa

Eu sou fotógrafa, tem uns poucos anos comparados com os anos de atividade dos colegas que eu tenho admiração. Hoje eu acredito quando falo, mas por algum tempo eu não acreditava no meu trabalho a ponto de dizer “eu sou alguma coisa”. Esse empoderar-se profissionalmente também é um aprendizado vindo da CazAzul. Por muito tempo a única coisa que eu tinha era uma esperança de ser algo enquanto meu tempo era vivido atrás das recepções das clínicas conquistenses ou nas lojas do comércio desta cidade. Inclusive eu estava desempregada na época da mensagem de Hannah, na verdade tinha acabado de fazer uma entrevista e seria contratada pra ser vendedora dessas lojas de roupas; e, cá pra nós, eu ia ser uma boa vendedora, Alexandrina bem sabe. Uma vez ela entrou em uma loja que em eu trabalhava e era a minha vez de atender, eu não sei por que, mas eu sabia que ela era cantora, perguntei, dito e feito era mesmo, eu vendi as roupas e ainda ganhei um papo sobre música enquanto isso. Aí descobri que ela conhecia Tereza Raquel, cantora/artista de Conquista, que hoje mais do que naquela época é fonte de inspiração além de ter se tornado amiga. O que, é claro, fez com que Xanda também se tornasse, porque com uma Lua Sagitariana como a minha é fácil fazer amizade como quem faz café ao longo do dia!


Taí algo que o tempo me proporciona e eu sou muito grata: amizades femininas. As mulheres são minha fonte de luz, inspiração, força, garra e vontade. Sobretudo de mudança. Hoje eu confio na mudança e não tenho medo dela, coisa que eu detestava na infância e adolescência.


Às vezes fico imaginando: “e se eu não tivesse recebido aquela mensagem de Hannah?” Minha rotina seria completamente diferente da que tenho hoje. Além, claro, de todo o trabalho que eu tenho feito, do que eu tenho aprendido - e só tem 1 ano e 8 meses que recebi essa mensagem.


Enfim, hoje eu sou! E olha que nem sou muita coisa ainda, mas já sinto todo esse ser que é dentro de mim, crescendo, florindo.

A proposta foi de ser recepcionista e fotógrafa da CazAzul Teatro Escola, mas o tempo é rei e ele é quem demanda as coisas, ao menos na minha vida. Aprendi a ser outras coisas também e eu acho que minha profissão hoje é “faz tudo”, juntando tudo o que eu já sabia fazer com o que aprendi em menos de dois anos, o embolado é mais gostoso e eu gosto de agregar, “faz tudo” é a melhor definição!


Mas é isso, a CazAzul só começou, a vida só começou, eu só comecei. E olhando daqui, já consegui terminar o primeiro texto de tantos que eu sinto surgirem.


Axé!

Awêry!

Gratidão CazAzul.


Rebeca Reis

Setembro/18


Rebeca no palco - novas experiências!

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