A segunda temporada do Curta Cuarta se despede


Por Lucas Oliveira e Rafael Urpia


Foto: @tr4evo

A noite do dia 31 de outubro marcou o fim da segunda temporada do Curta Cuarta. Em meio a risadas, músicas e uma performance-arte de tirar o fôlego, o público aproveitou um momento único e histórico para a CazAzul Teatro Escola. Ao adentrar o espaço interno da CazA, o público se deparou com uma exposição de desenhos produzidos pelo artista Álvaro Sousa - aluno da CazAzul e que participou do edital do evento.



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Com 23 anos, Álvaro é desenhista e decidiu presentear a Escola, homenageando todos os seus integrantes com desenhos. Ele conta que já estava a tempos querendo expor algo e por saber do estímulo da CazAzul em escoar produções locais, decidiu por dar de presente 18 desenhos com aqueles que colaboram pelo funcionamento do espaço. Álvaro conta que “o feedback está sendo muito legal, principalmente do pessoal daqui, que desde o momento que viram, já se reconheceram e o pessoal que veio olhar. Disseram que ‘tá’ bem parecido e mesmo sem olhar, sabiam quem era”.


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A programação da noite começou com um pocket-show de MPB independente, apresentado por Anderson Rosa e Larice Ribeiro. As músicas tocadas transitaram pelo cenário da música popular brasileira, tocando desde “A palo seco” de Belchior até canções mais contemporâneas como “Zero” da artista Liniker. Os Cantores fizeram o público curtir um show leve e despretensioso, próprio para a noite de encerramento do evento.


Ao final da primeira atração, fomos convidados a assistir o curta “Se você sorrir”. Com direção de Daniel Biurrum e Cristiano Martins o filme é uma homenagem à era muda do cinema. Trazendo referências de Charlie Chaplin o curta conta uma história de amor divertida que contribui para o clima leve e descontraído, como já se encontrava o ambiente. É então que começa a performance “Liberdade. Para que a tenho?”, e o clima do ambiente se transforma.


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Escrita e Dirigida Por Vicente Di Paulo a performance, que foi readaptada especialmente para a apresentação na CazA, trazia uma forte crítica ao atual cenário político brasileiro. Para Vicente, seu trabalho é visual. Não é uma história com início, meio e fim, “eu o ofereço para o público para que ele possa sentir e viajar no que possa ser posto, de imagem, de corpo, de som. Eu ofereço a minha arte. Eu enquanto artista estou vendo a arte ser sufocada então irei dar o meu grito antes que a sufoquem.”.


E para fechar a noite com chave de ouro, Felipe Sampaio - convidado da noite - trouxe a banda Ciclanos de Tais, para animar e instigar o público a ficarem com o gostinho de “quero mais” ao Curta Cuarta. A banda começou ao som “Super-Homem”, a canção de Gilberto Gil e animaram o final da noite. Com um estilo próprio, Ciclanos de Tais reinterpretam as músicas trazendo suas influências dos anos 80.


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A noite caminhava para o fim e, com ela, encerrava-se a segunda temporada do Curta Cuarta. Diante do atual contexto político complexo em que o país se encontra, propostas como a da CazAzul, de Arte contra a Barbárie se tornam imprescindíveis. É com saudade das noites de Curta Cuarta que o público aguardará a terceira temporada.


*Texto: Lucas Oliveira e Rafael Urpia (Estudantes do curso de Jornalismo, da UESB) ** Fotos: Fábio Spínola - @tr4evo



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