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Amor e resistência invadem a quinta edição do Curta Cuarta

Por Raffaela Pacífico e Waldirene Amaral


Diferente das outras edições do evento, as apresentações do último dia 17 aconteceram no espaço interno da Cazazul, que deixou tudo ainda mais acolhedor. À medida que o público da noite foi chegando, iam ocupando as várias salas da CazA. Quando as pessoas pararam de chegar, por volta de sete e meia da noite, os organizadores diminuíram o som e anunciaram que era hora de iniciar a programação da noite. Então foi quando cada um escolheu seu canto para apreciar o que vinha naquela noite tão amistosa.


Foto: Lucas Oliveira


Inicialmente, o evento exibiu dois curtas-metragens, ambos produzidos por estudantes do curso de cinema e audiovisual (Uesb), que trazem consigo o retrato do cotidiano de Vitória da Conquista - cada um com visões e perspectivas diferentes.


O primeiro foi “Próxima Parada: Suíca”. Dirigido por Kauan Oliveira, o filme tem 10 min de duração. Segundo o diretor, o curta mostra visões diferentes de pessoas que vivem na cidade de Vitória da Conquista a Suíça Baiana - há um cobrador em suas idas e vindas pela cidade, uma dupla de deficientes auditivos, um estudante e outros personagens que vivem a sua maneira na cidade, o único ponto em comum entre todos eles é o meio de transporte.


O segundo documentário exibido na noite foi o “Ócio do Cheio”, direção de Rafael Vieira, com duração de seis minutos. O curta mostra um dia na Alameda Ramiro Santos desde o horário que as lojas abrem até o final do dia, o personagem principal é o espaço e segundo Rafael Braga o objetivo do documentário foi captar a essência do local.


Foto: Lucas Oliveira


Algumas pessoas que estavam presentes eram calouras no evento, como foi o caso de Daniel Santos, e ele não sabia que havia apresentações musicais “achei que era só teatro, uma galera da minha escola foi chamada para cantar aqui, aí fiquei sabendo e vim para saber como é que é” e ainda disse que os projetos da Cazazul é uma excelente iniciativa cultural.


O atual e tenso clima político também foi pauta na programação, com a performance cênica “Gravidade” da atriz e bailarina Thiana Barbosa, contagiando os corações com a leveza e simplicidade da apresentação. A cena mostra como podemos suportar tempos tão difíceis através da leveza e intensidade do amor, afinal “o amor não dói” como diz Thiana em sua encenação.


Foto: Lucas Oliveira


Ao fim do espetáculo palavras de esperança e resistência foram lançadas no coração do público por Adriana Amorim - ao dizer para as pessoas não desistirem e lutarem pelo que acreditam. “Tem dias que eu acordo muito desanimada, achando que vai dá tudo errado, entendendo as pesquisas como eles querem que a gente entenda. Tem dias que eu acordo fortalecida, achando que vai dá certo, então eu imagino que todos vocês estão nessa gangorra. Mas independente do resultado, a gente vai lutar!”, disse Adriana.


“Não há arma mais eficaz do que a arte. Faça uma performance, faça uma cena, faça uma poesia, faça uma música, deem gritos na rua, deem uma rosa, façam uma coisa bonita. Mais do que uma luta por um voto concreto, nós precisamos de beleza, nós precisamos manifestar amor”, concluiu Adriana em seu discurso aquecendo ainda mais a noite com muito amor e esperança.


Amanda Oliveira também é caloura no Evento “Eu sou de Belo Horizonte, estou vindo aqui pela primeira vez, e eu fico muito feliz de achar espaços iguais a esse, quero frequentar muito mais com certeza”, disse.



Foto: Lucas Oliveira

Foto: Lucas Oliveira

O encerramento da noite de quarta na CazAzul, ficou por conta do pocket-show, tendo André Bonfim no comando na voz e violão, e seus convidados: Renato Schettini e Jonathan Mota. André exibiu músicas autorais no estilo pop-rock, embalando a noite e as pessoas que ali estavam o prestigiando. Agora o que nos resta é esperar a próxima quarta-feira chegar para tomarmos outra boa dose de cultura, arte, conhecimento e talento!


**Texto: Raffaela Pacífico e Waldirene Amaral

(Estudantes do curso de Jornalismo, da UESB)

** Fotos: Lucas Oliveira