Caza da Palavra

Atualizado: 16 de Ago de 2018



Em outra encarnação eu tive um blog. (Quem não teve?). O meu blog era do Jorge. Meu amigo imaginário. O blog era a casa dele, e ele era apenas feito de nuvem, de modo que meu blog era a casa da imaginação.


Às vezes, a gente usa a escrita pra se conhecer, se revelar ou se reinventar. Nesse sentido, todo texto é sobre a gente mesmo, por mais que o assunto seja outro.

Ou o outro. Aliás, é quando falamos de outra pessoa que mais revelamos sobre nós mesmos. É a tal da projeção. Haja cautela, mas não há escapatória – depois de Freud, se falar o bicho pega, se calar o bicho come.


Há muito não escrevo; saio da caverna agora, depois de três anos, para inaugurar o Caza da Palavra; é tempo, pois, de invencionar por aqui. Para quê? Para mais.


Pra falar de arte, pra falar de teatro, pra falar de vida. Para, às vezes, silenciar o mundo. Para críticas, para crônicas; para desabafos de desaforos; para registros, para memórias, para notícias; para falar da CazAzul e para falarmos sobre nós.

So-bre-tu-do-so-bre-nós.


O Caza da Palavra é meu, é de Rebeca, é de Adriana, é de Yarle, é de Hannah, é de Thiana, é de quem já foi e de quem mais chegar.




Hendye Gracielle

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