O riso é o melhor remédio

Por Lucas Oliveira*


O riso também é uma forma de resistência. E a CazAzul resiste. Resiste arrancando sorrisos do público em sua segunda noite da terceira temporada do Curta Cuarta. O tema da noite era “Eu tô rindo ... mas é de nervoso” e para além do simples ato de fazer comédia, a programação contou com diversos produtos artísticos fortemente políticos. O mestre de cerimônias dessa temporada, João Pedro, enfatizou em seu discurso de apresentação que “será sorrindo que levaremos a sério as ameaças sofridas pela nossa jovem democracia, será lutando e sorrindo, revertendo a dor em riso que nos fortaleceremos”.


Leitura dramática "Édipo gay". Foto: Maiehsousa

As apresentações da noite tiveram uma dinâmica diferente das anteriores, elas ocorreram simultaneamente em duas sessões para que o público tivesse oportunidade de aproveitar o evento com mais tranquilidade. Na sala Awêry, aconteciam as sessões de Teatro, com cena “Drama de aluno”, enquanto que na sala Iamã aconteciam as sequências de curtas metragens. Foram exibidos os curtas “Silencioso” de Duba e “Quebrando o silêncio” de Luan Sabino, ambos alunos do curso de cinema e audiovisual. Além disso também foram exibidos curtas do Monty Python, Porta dos fundos, Barbixas e Chales Chaplin.


"Drama de aluno". Em cena: Adriana Amorim e Yarle Ramalho. Foto: Maiehsousa

Enquanto algumas pessoas se entretinham com os curtas metragens na sala Iamã, outras gargalhavam com a encenação teatral “Drama de Aluno”. A cena teatral foi escrita por Raul Ribeiro e dirigido por Adriana Amorim. O elenco com, além da própria Adriana, Jõao Vicente, Joane Vale e Yarle Ramalho, membros do grupo de montagens da CazAzul. Ao ser perguntado sobre o enredo da peça, Yarle conta que “a dramatização conta sobre a tragédia e o drama de um aluno de cinema que está no fim do semestre e a professora passa um trabalho de última hora. Sem saber o que fazer ele resolve vender a alma para o diabo. É mesmo sobre o drama de ser aluno universitário, e fazer isso virar comédia é incrível”.


E o evento não parou por ai. A programação da noite contou também com uma leitura dramatizada, do texto “Édipo Gay”, do cineasta Joadson Mulkannizzer. E como já é de praxe dessa 3ªTemporada, a leitura contou com a participação do público, escolhidos a partir de um sorteio feito na hora mesmo. Esta atividade contou com a direção de Mateus Costa, também parceiro da CazAzul. A dramatização é uma adaptação da peça clássica, Édipo Rei.


Leitura dramática do texto "Édipo gay", do cineasta Joadson Mullkkanaizzer. (participação da platéria) Foto: Maiehsousa


Renato Schettini, vocalista do "Cravinho dengoso". Foto: Lari Carinhanha

E para encerrar a noite, como de costume, um pocket show bem animado e intimista, na varanda da nova Caza. O grupo “Cravinho dengoso”, apresentou um número bem gostoso de forró, que tinha no comando uma figura carimbada na caza, Renato Schettini.

O repertório da banda foi eclético e trouxe diversas músicas já conhecidas, mas claro, em ritmo de forró. O show que começou ao som de “fui humilhado” do grupo Academia da Berlinda, passou por artistas como, Lenine, Tom Zé e a banda Caim. E a segunda noite da Terceira Temporada do Curta Cuarta foi assim: com muito, forró, cerveja gelada e muitos sorrisos entre os artistas, o público e a produção do Evento. ** Texto por Lucas Oliveira, estudante de Jornalismo da Uesb. **Fotografias por Maiehsousa e Lari Carinhanha.



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