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Teatro, cinema e música tomam conta da segunda noite do palco do Curta Cuarta

Por Lucas Oliveira e Raffaela Pacífico*


Foto: Lari carinhanha

A segunda temporada do Curta Cuarta teve sua segunda noite de evento no dia 26 e foi, como de costume, recheado de Teatro, Cinema, Música e muita Dança. Durante a noite, houve a leitura dramatizada do livro Birigui de Maurício Meireles, apresentado por Adriana Amorim, Joanne Vale e Yarle Ramalho, com adaptação e direção de Hannah Abnner. Foi exibido o documentário J. C. D’Almeida - Uma Foto-Síntese, do professor Rogério Luiz Oliveira, que mostra a história do fotógrafo conquistense J. C. D’Almeida e sua entrega à arte de fotografar. E fechou a noite com um pocket show de forró com Renato Schettini, David Prates, Davi Scandurra e David Spínola.


Muitas pessoas estavam ansiosas para aproveitar as apresentações da noite. Algumas vieram para conhecer a CazAzul, como a atriz Joseane de Almeida, 34 anos, que ficou sabendo do espaço através de amigos - “eu vim para conhecer o espaço e confesso que estou muito curiosa para o que vem por aí”, disse. Outras pessoas já conheciam o evento e gostaram tanto que voltaram, como Noemia Fernandes, 31 anos, que foi pela segunda vez: “eu vim na temporada passada, achei massa, pois, tem vários tipos de atrações, como teatro e música. E como é curto dá para aproveitar várias coisas diferentes”.


Foto: Lari Carinhanha

A leitura dramatizada do livro Birigui de Maurício Meireles, abriu as apresentações da noite com muita conexão e talento. O livro fala sobre uma criança chamada Birigui, que não queria caçar animais com seu pai, pois achava isso errado. Ele fica tão ansioso antes da caça que sonha com uma onça querendo devorá-lo e sua revolta com a caça aumenta. Ao decorrer da história, é nítida a visão de Birigui sobre a caça e como ele não gosta dessa atividade do pai. A leitura é cheia de contrapontos e reviravoltas instigantes, que prendem a platéia do início ao término da apresentação. A adaptação do livro Birigui já foi apresentada na FLIGÊ (Feira Literária de Mucugê) em 2018, mas é a primeira vez que é apresentada no Curta Cuarta.


Foto: Lari Carinhanha

A leitura dramatizada faz parte da linguagem teatral, não tem encenação completa de movimentos. “Fazemos a leitura literalmente, é tanto que todas as pessoas que representam os personagens estão com o texto em mãos, a gente faz a leitura com alguns aspectos do teatro, nessa apresentação a gente vai utilizar instrumentos musicais e sons corporais, como o farejar dos cães, por exemplo. É diferente de uma leitura branca que não há movimento algum” diz Yarle Ramalho, um dos artistas da dramatização.


O documentário de Rogério Luiz Oliveira conta a história de J. C. D’Almeida, um conquistense que ama a arte e vê a fotografia como uma oportunidade de voar e se libertar pelo mundo. Foi gravado no Brasil e na França, onde D’Almeida passou uma temporada, tem duração de 25 minutos e é exibido do início ao fim em preto e branco. O documentário mostra alguns registros do fotógrafo e propicia uma mistura de sentimentos, é possível rir com suas histórias, encantar-se com seu talento e técnica e apreciar a visão inspiradora que o fotógrafo tem da vida.

Foto: Lari Carinhanha

E para finalizar a noite, o palco foi coberto por forró e muito arrasta pé ao comando de Renato Schettini. Ele canta profissionalmente há cinco anos, por ser apaixonado pela cultura popular nordestina, desenvolveu um projeto que busca levar o MPB (Música Popular Brasileira) para os embalos do forró. No seu pocket-show, que contou com as participações de David Prates (na percussão), Davi Scandurra (na guitarra) e David Spínola (no triângulo), foram apresentadas músicas de nomes consagrados da música popular brasileira, como Lenine, até artistas mais contemporâneos, como Rubel.


Foto: Lari Carinhanha

*Texto: Lucas Oliveira e Raffaela Pacífico

(Estudantes do curso de Jornalismo da UESB.)

** Fotos: Lari Carinhanha